A Evolução do DS no Mercado Brasileiro

Há pouco mais de três anos, a sinalização digital ou digital signage (DS) era um sonho distante em virtude do alto custo de telas planas e players digitais. Este quadro mudou radicalmente, pois o hardware se popularizou. O que vemos hoje é uma profusão de telas espalhadas nos ambientes de varejo, em virtude do preço baixo e alta eficiência desta mídia.

Até então, o banner impresso ocupava o centro das atenções por ser uma mídia barata e que permitia a troca de informações. Hoje, surpreendentemente, sabemos que um banner eletrônico, embora tenha um custo inicial maior, acaba custando menos no longo prazo do que seu irmão impresso. Além disso, evita o corte de árvores, sendo ecológico, permite edições rápidas e o melhor, agrega movimento, o que chama a atenção dos consumidores. Estatísticas do POPAI-USA indicam que displays com movimento incrementam vendas em 150%. Os banners ganharam movimento.

A enorme quantidade de modelos e aplicações também contribui para a rápida difusão desta ferramenta como a melhor que já existiu em termos de promoção e merchandising de ponto-de-venda. Comecemos pelos crachás digitais (IDs) que ajudam a força de vendas, com mini-telas de LCD presas à camisa do vendedor por ímãs. Estas telas veiculam informações técnicas e lançamentos de produtos, chamando a atenção do consumidor e alavancando vendas. Telas de 7 e 10 polegadas são montadas em gôndolas, prateleiras, check-outs e displays promocionais, alavancando a venda de itens de impulso, no momento de decisão de compra.

Videowalls e projetores são montados em fachadas de lojas, mostrando o lançamento de coleções de tênis, calçados e roupas, exibindo desfiles, embelezando o ambiente e criando um clima de consumo agradável e moderno. Redes de sinalização digital são implementadas em farmácias, pontos de dose e supermercados, sugerindo formas de consumo e receitas, auxiliando o consumidor no uso correto de produtos e alavancando as vendas destas redes e dos anunciantes. Em outras palavras, o trade marketing vem usando a ferramenta com força total, pois já percebeu que o custo x benefício é espetacular, quando comparado por exemplo ao custo de promotoras, muito mais caras e que exigem forte treinamento.

Lançando um segundo olhar sobre o DS, este também tende a ser um “boom” como veículo publicitário, por estar posicionado no target,  próximo ao consumidor no ponto-de-venda. Isto porque é uma ferramenta de mensuração eficiente, o que é altamente apreciado pelos anunciantes. Contribuirá para o branding ao fazer parte da rotina das pessoas, criando um recall natural.

E possuirá segmentação, o que deve ser o maior fator de seu sucesso, pois os “canais” serão representados pelos diferentes tipos de varejo e dos consumidores neles presentes.

Panificadoras, salões de cabeleireiro e lojas de material de construção enviarão mensagens a targets específicos que se quer atingir. Com o tempo, o crescimento de redes indoor atingirá uma massa maior de consumidores. Assim, teremos uma mídia de massa segmentada e eficiente.

Enfim, o que se vê hoje é uma conscientização do grande poder de fogo desta ferramenta, que a custo muito baixo, consegue comunicar muito, em um curto espaço de tempo, adequando-se exatamente ao ritmo de compra e localidade. O DS evoluiu, e muito mais vem por aí.

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