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Merchandising ou PropagandaPropaganda ou Merchandising no PDV ? Quem é melhor?
Nunca um assunto esteve tão atual quanto o debate “Propaganda versus promoção e merchandising no ponto-de-venda ”. Na verdade, a discussão é saudável a partir do instante em que provoca um movimento de mercado. Durante muitos anos, a promoção e o merchandising foram tratados como o primo pobre do mercado, de certa forma alijados da posição de destaque que sempre mereceram, em função de seus resultados. A promoção é muito mais difícil de ser feita, dá muito mais trabalho, e os lucros são muito menores. Daí o óbvio desinteresse por parte de grandes agências no assunto. Afinal, o lucro é a mola do capitalismo, e o ser humano é meio preguiçoso mesmo. O problema é que os resultados de promoção e merchandising são extraordinários, e facilmente mensuráveis. Se o varejo em geral se aliar a esta causa, os resultados serão ainda mais fáceis de se medir. Afinal, toda loja de supermercado pode medir o quanto vendeu antes e depois de uma promoção. E o que isso significa, será que propaganda não é importante? A pergunta chega a soar meio boba, pois é como perguntar se é mais importante beber ou comer. Estas atividades, passada a onda de bombardeios de parte a parte na busca do dinheiro (que é comum), são complementares. Não se consegue formar uma marca, ou mesmo explicar o que é um produto, se não dissermos ao público do que se trata. Isso a propaganda faz, e muito bem. Por outro lado, se não fizermos degustação, demonstração ou amostragem no ponto-de-venda, ninguém vai saber qual é o gosto, o cheiro, o toque. E não vai vender. Não vou levar algo que não conheço, que não experimentei. Inúmeros produtos ilustram facilmente a necessidade desta dualidade da comunicação, a virtual e a real. Se o leite fermentado Yakult, com “lactobacilos vivos” fosse lançado hoje, teria de passar por ambos os formatos de comunicação. Teríamos de explicar às mães e pais que o produto é saudável nas mídias de massa, bem como promover uma ampla degustação para que se acostumassem a ele. Portanto, os formatos não são excludentes, e sim, complementares. Nem em comunicação, podemos ser preconceituosos ou bitolados. Pense nisso ! |