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Como Anda o Pequeno Varejo (Maria Egia)
O Brasil é um país de grandes contrastes. Embora aparentemente dominado pelas grandes lojas do auto-serviço e pelos shopping centers, o pequeno varejo de rua ainda persiste e surpreende a cada dia, inovando e mostrando que continua sendo muito importante no dia a dia do consumidor. Um exemplo disto são as padarias, mini mercados e, numa versão moderna de consumo, as lojas de conveniência. O POPAI Brasil, em conjunto com a Vox Populi e com o apoio de empresas de diversos setores, foi pesquisar como se comporta este canal. Os resultados encontrados foram surpreendentes e fundamentais para orientar marcas e produtos que apresentam perfil para utilizar-se deste sistema de distribuição. Os principais objetivos do estudo foram o de radiografar o mix de produtos e de recursos promocionais utilizados pelo canal e o conhecer o comportamento de compra do consumidor. A metodologia utilizada foi a de observação e levantamento do interior dos estabelecimentos, seguida de entrevistas individuais de consumidores, antes e após a visita ao local. A amostra foi sorteada dentro de um universo de estabelecimentos fornecido pelas empresas patrocinadoras e considerado representativo para avaliar padarias, mini mercados e lojas de conveniência. Foram determinadas 6 áreas de estudo: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo-Capital e Campinas (SP), com amostras proporcionais à importância das áreas; totalizando 176 estabelecimentos e 1.492 entrevistas. As principais tendências detectadas foram:
Faixas de gôndola foram encontradas para biscoitos e refrigerantes.
Temos como comentário que os produtos que se utilizam deste canal como um forte meio de distribuição, cuidam e se preocupam com os materiais promocionais de impulso de compra, desenvolvendo peças específicas para atender ao lay out das lojas; respeitando e valorizando o seu potencial. Mais de 90% dos consumidores entrevistados já havia visitado aquele estabelecimento, sendo que a grande maioria faz compras diárias no local ou pelo menos semanais. Trata-se efetivamente de compra habitual, planejada ou emergencial, sendo que a maioria ainda informou que compra sempre aquele tipo de produto no estabelecimento, com destaque para pães na padaria e cigarros na loja de conveniência. A razão da preferência pelo local de compra está na proximidade da residência ou do trabalho. A intenção de compra é de 1,59 itens, mas acaba ocorrendo que 7,5% desta intenção não se efetiva pela falta do produto no ponto de venda. Por outro lado, cerca de 4,5% dos entrevistados acaba por comprar mais tipos de produtos do que pensava e 8% maior quantidade do que a planejada. 16% das compras planejadas não tinham marca definida e isto foi feito no momento da compra. Ao final, observou-se que 34% da decisão de compra (produto e/ou marca) foi definida no ponto de venda. Trata-se de um índice muito relevante pois o tempo médio de permanência nestes estabelecimentos é de 7 minutos e poucos circulam pela loja, a não ser no caso dos mini-mercados. O gasto médio é de R$3,00 por compra, o que resulta em R$45,00/mês. As pessoas que se utilizam de Caixa Eletrônico em lojas de conveniência apresentam tendência de gastar mais, tendo sido verificado nestes casos, média de gastos acima de R$4,00. 95% das compras é paga em dinheiro. Conclui-se que este canal é muito importante para marcas e produtos similares aos que nele já se encontram, com espaço para vários outros tipos de produtos de uso emergencial ou de compra por impulso. O uso de materiais promocionais ou ações especiais que destaquem a presença da marca é fundamental, posto que de um lado temos pouca movimentação e conseqüente dificuldade de visualização daquilo que não esteja no check out e, por outro, temos a maior oportunidade de visualização pela maior freqüência de visita do consumidor à loja. É momento das empresas refletirem quanto às condições de comercialização oferecidas a este canal de distribuição, que poderia ser muito mais importante para o resultado das marcas se conseguisse praticar preços mais competitivos, destruindo a imagem que o consumidor tem de prática de preços altos (confirmada pelos entrevistados deste estudo e apontada como fator restrito para a compra de um maior número de itens). O estudo completo está à disposição dos interessados, que poderão obter maiores informações através do fone: 11 3284-6878 ou e-mail popai@popaibrasil.com.br
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